Sônia Menna Barreto
Surrealismo Contemporâneo
A exposição ocorreu a partir de 21 de junho, e colocou a mostra obras de Sônia Menna Barreto, a primeira artista plástica brasileira com uma obra adquirida pela Royal Collection, da família real britânica, uma das mais importantes coleções de arte do mundo. A vernissage, com convites limitados, aconteceu no dia 21 de junho, quinta-feira, a partir das 20h00, na Art Galeria Mara Dolzan, no bairro Chácara Cachoeira e os horários para o público foram abertos das 10h00 às 19h00, de segunda a sexta, e aos sábados, das 09h00 às 13h00, no mesmo endereço.
Menna Barreto já é uma referência nas artes plásticas pela forma inteligente como apresenta sua leitura de mundo surrealista. Em 1989, fez sua primeira exposição individual, participando, em seguida, de uma exposição de gravuras individuais em Nova York, sucessos que impulsionaram sua carreira. Freqüentou o ateliê da família Portinari por 3 anos, em cujo contexto cultural amadureceu a habilidade para brincar com o olhar do público e unir, com graça e fina inteligência, passado e presente em referências de rara sensibilidade artística. Sônia integra modernidade e pós-modernidade à estética medieval em suas obras, com preponderância do tema veneziano e do ambiente da commedia dell-arte. O olho treinado em arte também reconhece nelas as influências de Max Ernst, De Chirico, Renné Magritte e Paul Delvaux.
O minimalismo e a abundância de detalhes característicos de suas obras, justificam o fato da artista paulista deter-se em poucos quadros anuais, em geral sob encomenda, com originais destinados a colecionadores particulares e empresas. Neste último caso, vale destaque os canais que a artista mantém (www.mennabarreto.com.br) para que as organizações encontrem na linguagem plástica um canal realmente estratégico para agregar valor à marca institucional. Sônia presta um tipo de consultoria artística que não sugere que as empresas apenas se identifiquem com imagens pré-desenvolvidas, mas também empresta seu olhar para “reler ambientes” e retratar um dado conjunto de relações em cada corporação, criando oportunidades inusitadas para que funcionários e outros parceiros estratégicos se apropriem, pela arte, das características e valores promovidos pela organização. Trata-se de uma rara oportunidade de marketing institucional dirigido, desenvolvido com o objetivo de valorizar uma dada identidade institucional, posta a serviço da consolidação de uma imagem corporativa única e particular.
Além disso, para atender também ao apreciador contemporâneo de arte, sem perder o foco e tornando-se mais acessível, Sônia trouxe para o Brasil, em 2004, a técnica do giclée, avançada tecnologia serigráfica em tela, cujos exemplares podem durar até 150 anos. Sobre eles, a artista igualmente desenvolveu a técnica mista de produção, que, como no exemplo acima, permite interferências uma gravura única, necessariamente coerentes com o contexto da obra, o que personaliza os exemplares, que sempre são reproduzidos em edições limitadas, assinadas, autenticadas e numeradas.




