Kenji Fukuda
O Artista plástico Kenji Fukuda não ingressou na profissão por acaso. Filho do também artista plástico Tamotsu Fukuda, um dos imigrantes japoneses pioneiros no Brasil, ele mesmo admite que o dom é “genético”. Influenciado pelo pai, aos 12 anos começou a dar as primeiras pinceladas no mundo das artes, rascunhos que viriam a transformá-lo em um dos artistas nisseis mais influentes e importantes do Brasil.
Fukuda tem como seu esporte favorito o golfe. O artista vive em Curitiba e todos os dias pela manhã pratica essa modalidade no Clube Curitibano.
Pintura
A identificação de Kenji Fukuda com a pintura abstrata, linha-mãe seguida por ele a partir dos 35 anos, veio não só como o amadurecimento cronológico, mas principalmente profissional. Antes de se lançar ao abstrato, Fukuda passou por uma longa fase figurativa, retratando, especialmente, paisagens, natureza morta e marinha.
A sensibilidade nipônica está presente em todos os quadros do artista, apesar de não haver uma explicação fundamentada para isto. As obras que, sem exceção, marcam os ambientes com cores fortes e intensas, podem ser apreciadas pelo público nas mais importantes galerias. Fukuda conquistou o reconhecimento do público e da crítica do Brasil e do mundo.
Escultura
O talento de Kenji Fukuda para a escultura é igualmente proporcional ao dom do artista para a pintura. E foi justamente no campo da escultura que seu nome foi imortalizado no Brasil, em 2007. Fukuda foi o responsável pela criação do monumento comemorativo aos Jogos Pan-Americanos, do Rio de Janeiro.
A obra, localizada na Avenida Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, tem 15 metros de altura e pesa cinco toneladas. Ela foi produzida durante cinco meses em Curitiba, onde o artista tem um atelier, e transportada de carreta para o Rio de Janeiro.
Para Fukuda, o convite para a realização desta obra representou o reconhecimento pleno de seu trabalho como artista plástico brasileiro. “Ser convidado para confeccionar a escultura comemorativa de um evento que ficou marcado na história do Brasil, é o maior presente que um artista pode receber e eu me sinto muito honrado e orgulhoso por isso”, conclui.










